Pequenos empresários russos doam refeições e equipamentos a médicos e hospitais que combatem coronavírus

Dona de loja de chocolates chega a enviar 15 quilos de bombons, e restaurante produz até 300 almoços por dia.

Empresa que fabrica dispositivos para respirador artificial dobrou produção para poder fazer doações; VEJA VÍDEO.

Pequenos empresários russos fazem doações a médicos e hospitais que combatem a Covid-19 Todos os dias, a dona de uma loja de chocolates fabrica de dez a quinze quilos de bombons para distribuir a médicos que estão na linha de frente do combate ao coronavírus nos hospitais de Moscou.

Alla Komissarova começou bancando a produção sozinha, mas depois passou a contar com a ajuda de familiares e amigos.

“Não fabrico máscaras nem antissépticos, eu faço doces.

Mandei a eles muitas vezes por contra própria, depois em nome da minha família, meus filhos também me ajudaram.

Então meus amigos descobriram, eles ficaram surpresos porque eu não contei nada.

Agora muitas pessoas querem apoiar, mas não sabem como”, conta a doceira.

Ela comprou inclusive formas em formato de pílulas, que preenche com ganache ou creme de maracujá, e reveste com chocolate belga.

Os doces têm um período de validade de duas a três semanas, mas não chegam a durar tanto, porque, segundo Komissarova, fazem muito sucesso quando chegam aos hospitais. Ela, porém, não é a única a usar sua cozinha para o benefício dos profissionais de saúde que combatem o coronavírus.

Khatuna Kolbaya, dona de um restaurante de comida típica da Geórgia, também decidiu colaborar.

Com a ajuda de colegas que se voluntariaram, ela prepara refeições em embalagens individuais e práticas, já que não sabe em que momento ou situação os médicos poderão se alimentar, se terão uma mesa à disposição ou se terão que comer correndo entre o atendimento a um paciente e outro.

No dia em que a reportagem esteve em seu restaurante, o grupo preparava porções de peixe frito com purê de batata e molho de tomate apimentado, além de uma salada e khachapuris, um pão de queijo georgiano, que produziram em tamanho menor do que o normal para que se possa comer com as mãos.

Kolbaya começou a montar as refeições sozinha mas, depois de pedir ajuda em uma rede social, conseguiu reunir um grupo de 22 pessoas, que ajudam como podem.

Eles chegam a alimentar mais de 300 médicos por dia em quatro hospitais.

“Sou mãe de uma família numerosa e é muito difícil para mim, porque se os médicos não salvarem nossas vidas e não os ajudarmos, então não teremos futuro...e se pudermos ajudá-los de alguma forma, é bom.

Vamos apoiá-los até o último momento”, garante Kolbaya.

Além de refeições e chocolates, os hospitais de Moscou também receberam doações de equipamentos.

Uma empresa que produz dispositivos para ventilação artificial de pulmões doou 36 aparelhos para diferentes hospitais. Em vez dos 20 aparelhos que produz mensalmente, a empresa dobrou a quantidade devido à pandemia.

Segundo seu diretor-geral, Vasily Shimko, uma grande vantagem é que o dispositivo, que consegue analisar rapidamente 20 diferentes parâmetros, não requer muito espaço e pode ser facilmente transportado.

“Este dispositivo é absolutamente universal e completamente autônomo.

Não precisa de um compressor que forneça ar comprimido.

Esse é o problema com muitos dispositivos, eles não funcionam sem compressores, então é preciso adaptar a fiação elétrica em todos os hospitais.

Isso restringe os locais de instalação”, explica. Initial plugin text
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