Prefeitura de Mogi estima queda superior a R$ 100 milhões na arrecadação em 2020

Secretário de Finanças, Clovis da Silva Hatiw Lu Jr., apresentou número em audiência pública na Câmara Municipal.

Mogi das Cruzes deve ter queda na arrecadação superior a R$ 100 milhões Alessandro Batata/TV Diário Mogi das Cruzes deve ter uma queda na arrecadação superior a R$ 100 milhões em 2020, de acordo com a Secretaria Municipal de Finanças.

A causa é a crise econômica mundial provocada pela pandemia da Covid-19.

A estimativa foi apresentada pelo secretário Clovis da Silva Hatiw Lu Jr., na nesta quinta-feira (28), na Câmara Municipal, durante audiência pública realizada pela Comissão de Finanças e Orçamento do Legislativo sobre o cumprimento das metas fiscais até o primeiro quadrimestre (janeiro a abril) de 2020.

A previsão inicial era de uma perda de R$ 86 milhões nas receitas.

“O município começou a ser impactado pela pandemia em 23 de março.

Portanto, neste primeiro quadrimestre, que vai de janeiro a abril, ainda não vimos o impacto da Covid-19 em toda sua intensidade.

Isso começará a ocorrer a partir deste mês de maio, com uma maior retração econômica”, afirmou Hatiw Lú.

O secretário completa que no âmbito nacional, depois de inicialmente ser anunciado um crescimento do PIB em 2%, passou a se falar em crescimento zero.

Agora, a projeção é de uma retração de 10%, 11%. Da mesma forma, a estimativa de queda superior a R$ 100 milhões também pode mudar, segundo o secretário, dependendo da extensão e duração dos problemas provocados pela pandemia na economia do Brasil e do mundo. Economia A Prefeitura de Mogi das Cruzes afirma que vem economizando aproximadamente R$ 103,4 mil por mês desde o início da pandemia da Covid-19, devido à não aplicação do índice de reajuste de contratos com fornecedores e prestadores de serviços.

Contando os meses de março a maio, a quantia chega a cerca de R$ 310 mil.

A iniciativa soma-se a outras medidas de redução de despesas diante da crise provocada pelo novo Coronavírus. De acordo com a administração, as negociações são conduzidas pela Comissão de Análises e Revisão de Contratos Atuais (Comarca) da Prefeitura, com o objetivo de equalizar os contratos para evitar reajustes excessivos e manter uma política de austeridade financeira, otimização dos recursos e redução de despesas. Segundo a Prefeitura, as negociações também têm o objetivo de não paralisar os serviços em andamento.

Mesmo com a pandemia, serviços e obras importantes seguem, como a da Maternidade Municipal, Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 24 horas de Jundiapeba, drenagem e esgotamento sanitário no Botujuru, setorização do abastecimento da região leste, Sistema de Abastecimento de Água (SAA) Jundiapeba e Oroxó, Polo Municipal de Segurança e construção do restaurante Bom Prato de Jundiapeba, entre outras. “Temos também outra comissão, denominada ‘Compasso’, que vem trabalhando na redução de custos de água, luz, telefone.

Tudo isso visando à economia para equacionarmos o orçamento”, reforçou o secretário.

Compasso é a sigla de Comissão de Procedimentos Administrativos Sobre Serviços Oficiais. Initial plugin text
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